sexta-feira, 13 de abril de 2012

MUSEU PARA DEFICIENTE VISUAL - TRABALHO DE TFG

          A Deficiência Visual (DV) é considerada uma Deficiência Sensorial. A utilização do tato é umas das principais formas de percepção do mundo de seus portadores. E é este tipo de interação com o mundo que torna o cego um deficiente, já que vivemos em um ambiente basicamente visual.
         Da mesma maneira, as instituições culturais têm grande dificuldade de formar, ampliar e de atuar nos mais diversos grupos da sociedade. São pouquíssimos os estabelecimentos culturais que se encontram acessíveis aos DV.
        Projetado pensando especialmente no público com deficiência visual (DV), o projeto deste museu conta com mais de 1150m² de área de edificação abrigando, além de áreas de exposições, outras atividades voltadas tanto para o público DV quanto para videntes.

 
 PAVIMENTO TÉRREO (Área Pav. Térreo: 888,44m²

       Destinado ao acolhimento do público que por ali passa (casualmente, ou não), o Jardim na fachada frontal e a Cafeteria oferecem um convite ao descanso, ao lazer e à visita ao Museu.
       O pavimento térreo abriga atividades que podem ser realizadas independentemente do Museu. Possui um Auditório destinado à conferências, congressos e outras  iniciativas de caráter cultural e científico. O espaço também poderá ser usado como cinema audiodescritivo para DV. Possui 4 salas para diversas tipos de oficinas e uma loja com produtos especializados para DV.

PAVIMENTO SUPERIOR (área Pav. Superior: 1130,75m²)

      .
           É onde se concentra as áreas de exposições do museu e suas dependências administrativas. Possui uma biblioteca/ mapoteca que pode ter seu conteúdo retirado para usuários cadastrados. 
 Sala de Projeção de Imagens Eletrônicas
O piso irregular é para instigar a percepção espacial do DV.

FACHADA         
         Uso de diversos materiais, como vidro mini boreal no foyer do Auditório; placas de pedra São Tomé riscada no volume que compreende as oficinas e sala de exposição de imagens; chapas metálicas perfuradas nas áreas de exposição permanente do  pavimento térreo, dentre outros revestimentos.
         O objetivo é que o Deficiente Visual (DV) possa perceber o espaço através dos diferentes tipos de texturas que o local tenha.  

JARDIM  SENSORIAL

    Com uma área de mais de 1700m², o Jardim Sensorial será ornamentado com plantas e equipamentos que estimulam os sentidos. Espécies de plantas com cheiros, texturas, formatos e tamanhos diferentes preenchendo o percurso. Os passeios deverão ser feitos por grupos e monitorados (independentes se os visitantes são videntes ou não). Uma trilha feita com placas de diversos materiais (como concreto, borracha, madeira, etc.) estimularão os visitantes desde o inicio a perceberem o ambiente de modo diferente, sugerindo que o percurso seja realizado a pé. Corrimão de apoio em todo o trecho guiando os visitantes por diferentes ambientes de plantas e outros ambiente naturais. 


Materiais do Piso do Jardim Sensorial

    Estímulos auditivos deverão ser explorados no local, como uso de sinos e outros objetos movidos pela força do vento. Presença de caminhos d’água para guiar o trajeto e uma piscina que receberá diferentes revestimentos em seu piso, como seixos e areia.
Trajeto Aquático Sensorial
Os visitantes devem caminhar ao longo da piscina e sentir os diversos materiais do qual é composto o piso.


O projeto proposto tem como objetivo desenvolver um espaço cultural, um museu, que seja totalmente acessível aos deficientes visuais e não simplesmente adaptado à este publico. Busca-se assim a igualdade e inclusão social, além da melhoria de qualidade de vida deste público.

2 comentários:

  1. Olá Flávia Pontes, muito legal seu projeto, ele foi executado?

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    1. Olá Ana Paula Goulart, tudo bem?
      Obrigada! Não foi executado não, pois foi um projeto de TFG (Trabalho Final de Graduação) do curso de arquitetura.
      Abraço

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